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Outro dia, em uma conversa com jovens, me perguntaram se havia algo que eu gostaria de ter feito, mas não fiz. Primeiro, respondi que tenho apenas 44 anos e ainda há muitas coisas que não fiz, mas que quero fazer.
Contudo, se há algo que eu gostaria de ter entendido aos 20 anos, é a importância da atividade física.
Comecei a trabalhar muito cedo, o que me permitiu desenvolver muitas habilidades precocemente, mas o tempo dedicado ao trabalho não deixou espaço para a prática esportiva na adolescência e no início da juventude.
A atividade física entrou na minha vida após os 30 anos, com um aviso da médica: ou eu começava uma atividade física, ou chegaria aos 50 anos com muita dificuldade de me locomover, devido à minha artrite.
Sempre fui uma pessoa descoordenada e tinha medo de frequentar academias por causa da minha falta de habilidade. No entanto, a médica ressaltou a importância e eu queria chegar aos 50 anos bem. Fiz uma pesquisa para entender minhas opções e encontrei o Pilates.
Comecei a praticar Pilates, fazendo três vezes por semana durante três anos. Aos poucos, percebi os benefícios dos exercícios: as dores frequentes praticamente desapareceram, minha coordenação motora melhorou e, finalmente, tive coragem de procurar uma academia para praticar treino funcional, que é uma mescla de musculação com atividades cardiovasculares.
Meu trabalho, como o da maioria das pessoas, é muito estressante, e há dias cheios de pequenas frustrações que drenam minha energia. Na atividade física, encontrei um caminho para me recarregar e me conectar comigo mesmo.
Já que não posso aconselhar a Juliana de 20 anos, deixo meu recado aos jovens: incluam desde cedo uma atividade física na agenda para garantir uma vida mais saudável.
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